Cruzando o oceano em um barril aos 72 anos

Noticias Velejar 27 maio de 2019

Cruzou o oceano em um barril. Louco? Grande marinheiro? Ambos?

Diógenes viveu no século IV aC e também chamado de 'Sócrates Louco', também é conhecido por ter vivido parte de sua vida em um ... barril. O nosso moderno Diógenes chama-se Jean-Jacques Savin, tem 72 anos e é francês.

Com certeza trata-se de um aposentado fora do comum em quanto a dinamicidade. Além de ter sido um atleta de Triathlon profissional, serviu como paraquedista no exército francês e é um piloto de avião.

A aposentadoria não o impediu de celebrar seu 70º aniversário escalando o Mont Blanc, a maior montanha europeia com seus 4.810 metros. Em seguida, somente para não ficar sossegado demais, em dezembro partiu para cruzar o oceano Atlântico, a partir das Canárias , com destino um lugar qualquer do Caribe.

Empurrado pelo vento e as correntes

Existe um ditado famoso entre os velejadores oceânicos que fala assim: 'tudo o que parte do meio-Atlântico, mais cedo ou mais tarde, chega ao Caribe'.

E Savin pensou nisso de uma maneira prática, levando 122 dias para completar essa travessia. O ex-soldado largou da ilha de El Hierro nas Canárias, no 26 de dezembro para atravessar o Atlântico empurrado apenas pelo vento e as correntes.

Ele simplesmente declarou que, o que o motivou foi o gosto pela aventura e o amor pelo 'sentimento de liberdade', representado por seu barco-barril cor de laranja.

O 'barco' feito como um cilindro alto até 2,10 metros e 1,70 de largura, que pode transportar 300 kg de peso (incluindo Savin). O casco foi construído em um pequeno pátio. Quanto à obra viva, o barril é equipado com duas aletas estabilizadoras e também uma quilha para não rolar o barril na superfície do mar. Na parte superior, há uma cupola transparente semelhante à dos submarinos, enquanto o barril tem várias vigias que permitem a Savin olhar em volta.

No entanto, sua viagem ainda não terminou. No momento, Savin está indo em direção à Flórida, no Mar do Caribe, esperando finalmente tocar o solo ou ser resgatado por algum navio.

Apesar do barril, nosso querido Jean-Jacques não se inspira em Diógenes. Sua referência foi, em vez disso, Alain Bombard, o biólogo francês que em 1952 se lançou na travessia do Atlântico com um barco a vela de 4 metros e meio, sem comida e agua a bordo.

Ele queria provar que os náufragos morrem de causas psicológicas e não por falta de comida e água. Alain conseguiu, chegando em Barbados (saindo de Tânger), depois de 65 dias à deriva, durante os quais se alimentou de plâncton e bebeu água do mar.

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Navegação Atlântico